Braga lança Plano de Mobilidade para ser cidade tendencialmente carbono zero
Documento vai ser apreciado na reunião do executivo.
O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Cidade (PMUS) vai ser analisado na reunião do executivo da tarde de ontem, apontando para a «concretização de uma cidade e um município tendencialmente “Carbono Zero”, cuja missão se prende com a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos».
«Braga tem vindo a assumir uma abordagem proativa em relação a esta matéria e foi um dos municípios pioneiros a nível nacional a desenvolver um Plano para esta área, que reconhece a importância de reduzir a pegada de carbono, promovendo a mobilidade activa e o transporte público, com a consequente melhoria da qualidade de vida dos cidadãos», refere a autarquia.
De acordo com uma nota de imprensa, este plano «privilegia, em primeiro lugar, o modo pedonal, de forma a promover a sociabilidade, a economia local e tradicional, promovendo assim a cidade e a sua vivência, constituindo, este, o modo de transporte primordial para todos os cidadãos». Nesse sentido, o PMUS «prevê a ampliação da área predominante pedonal e/ou de coexistência urbana».
Em segundo, refere o comunicado, «é fundamental relevar o modo ciclável, na medida em que este é um modo de deslocação sustentável favorável à realização de deslocações com distâncias mais longas do que no modo pedonal, sobretudo pela velocidade que atinge». «O potencial da utilização da bicicleta é mais elevado em viagens em meio urbano até 5 ou 7 quilómetros, sendo que uma elevada percentagem das deslocações realizadas em transporte individual é inferior a esta distância, o modo ciclável constitui-se como o modo de deslocação mais favorável», argumenta a autarquia.
Numa ótica de mobilidade enquanto serviço, «pretende-se a introdução de um sistema de bicicletas públicas partilhadas, promovendo a oferta de infraestrutura ciclável que permita que este modo de deslocação se constitua como uma real alternativa ao transporte individual motorizado», acrescenta. A terceira prioridade das políticas de mobilidade prende-se com «a melhoria do transporte público por via da beneficiação da sua abrangência territorial, temporal, da comodidade para o utilizador bem como na prestação de mais e melhor informação ao público, não descurando a sua eficiência energética na opção por veículos com emissões reduzidas de poluentes».
Nesta área a estratégia deverá incidir «na promoção de uma oferta territorialmente equitativa e universalmente acessível de serviços de transporte coletivo rodoviário e ferroviário, tendo em vista a potenciação das relações intra e interconcelhias». O município adianta que «igualmente fundamental neste PMUS é a promoção da integração entre os vários modos de transporte – a intermodalidade – ou seja, a complementaridade entre diversos modos através de cadeias de deslocação, segundo as quais o cidadão utiliza o modo que, considerando as suas especificidades, mais se adequa a cada trajeto».
Por outro lado, o documento refere que «importa reduzir a necessidade do uso do veículo motorizado individual e racionalizar o seu uso, através da criação de condições de deslocação em modos sustentáveis, da optimização do sistema viário e do equilíbrio das ações de logística urbana».
Fonte: Diário do Minho
Publicado a: 04 de Outubro de 2023
Por: diariodominho.pt