Crise da habitação pesa no futuro das grandes cidades

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O Índice Global de Habitabilidade 2025 mostra que a habitação é hoje decisiva para a qualidade de vida nas grandes cidades, incluindo Lisboa.

Altos preços das casas comprometem qualidade de vida das cidades

 

O Índice Global de Habitabilidade 2025 demonstra que viver bem numa cidade vai muito além da estética urbana ou da oferta cultural. Segurança, saúde, educação, transportes e ambiente continuam a ser fatores relevantes, mas é a habitação acessível que mais influencia a qualidade de vida nas cidades.
O aumento contínuo dos preços das casas tem afastado residentes, agravado desigualdades e colocado pressão sobre os centros urbanos, tornando o custo de vida um fator decisivo para quem escolhe onde viver.

 

Índice Global de Habitabilidade 2025 e os critérios avaliados

 

O Índice Global de Habitabilidade 2025, desenvolvido pelo Economist Intelligence Unit, analisou 173 cidades com base em 30 indicadores distribuídos por seis categorias fundamentais: estabilidade, saúde, educação, meio ambiente, cultura e infraestruturas. Copenhaga lidera o ranking, destacando-se pelo equilíbrio entre serviços públicos eficientes e qualidade de vida urbana. As cidades da Europa Ocidental continuam a obter bons resultados globais, apesar de uma ligeira quebra na estabilidade causada por fatores geopolíticos e sociais.

 

Lisboa no ranking e o peso da habitação

 

Lisboa surge na 60.ª posição do Índice Global de Habitabilidade 2025, com bons resultados na cultura, ambiente e educação. No entanto, o acesso à habitação penaliza a capital portuguesa, o que evidencia que o salário médio não acompanha o custo de arrendamento, tornando difícil viver confortavelmente na cidade. A habitação tornou-se assim o principal entrave à melhoria da qualidade de vida urbana em Lisboa.

 

Habitação acessível como fator de competitividade urbana

 

A crise da habitação acessível é também um desafio económico. A falta de oferta limita a capacidade das cidades atraírem talento, estudantes e profissionais essenciais. Especialistas defendem investimento de longo prazo, reabilitação do parque habitacional e incentivos financeiros como soluções estruturais. Aumentar a oferta de habitação é crucial para reduzir preços, reforçar a competitividade das cidades e melhorar a qualidade de vida urbana de forma sustentável.

Publicado a: 10 de Fevereiro de 2026

Por: Redação

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