Investimento em imobiliário comercial cresceu 22%, para 2,8 mil milhões em 2025
Já o número de transações de investimento aumentou face ao ano anterior, totalizando 85 operações, com o ticket médio por transação a subir para cerca de 32 milhões de euros. Setores do retalho e escritórios dominaram o mercado, sendo responsáveis por 57% (1,6 mil milhões de euros) do volume total investido.
O volume de investimento em imobiliário comercial realizado em Portugal atingiu os 2,8 mil milhões de euros em 2025, o que significou um crescimento de 22% (2,3 mil milhões de euros), em relação ao ano anterior, segundo os dados revelados pela consultora CBRE esta quarta-feira.
Já o número de transações de investimento aumentou face ao ano anterior, totalizando 85 operações, com o ticket médio por transação a subir para cerca de 32 milhões de euros. Os setores do retalho (32%) e escritórios (25%) dominaram o mercado, sendo responsáveis por 57% (1,6 mil milhões de euros) do volume total investido.
No caso ainda dos escritórios, realçar que verificaram o dobro do volume de investimento registado em 2024, refletindo o interesse dos investidores por ativos com uma relação risco-retorno atrativa quando comparados com outros setores.
Nota para a hotelaria que concentrou 15% do investimento, enquanto o setor living, com destaque para residências de estudantes, representou cerca de 14%. Por sua vez, os setores logístico e alternativos completaram o ranking, com 10% e 3%, respetivamente.
As yields mantiveram-se, de forma geral, estáveis, embora alguns segmentos como escritórios, centros comerciais, supermercados, hipermercados e student housing, tenham registado uma compressão de cerca de 25 pontos base ao longo do ano.
A nível geográfico o investimento apresentou uma distribuição equilibrada entre Lisboa e Porto, que, em conjunto, representaram 78% do total investido em Portugal. O número de transações de investimento em Portugal em 2025 aumentou face a 2024, totalizando 85 operações, e adicionalmente, também o ticket médio por transação aumentou para cerca de 32 milhões de euros.
A ocupação de escritórios em Portugal ultrapassou os 200 mil m², um valor ligeiramente abaixo do recorde histórico registado em 2024. As rendas prime mantiveram a tendência de valorização, com Lisboa a atingir 30 euros/m²/mês, um acréscimo de dois euros face ao ano anterior, enquanto no Porto chegaram aos 21 euros/m²/mês, mais um euro do que em 2024.
No setor logístico, a ocupação em Portugal aproximou-se dos 400 mil m² em 2025. As rendas nas zonas prime, como Castanheira-Azambuja (5,25 euros/m²/mês), em Lisboa, e Porto de Leixões-Aeroporto (6 euros/m²/mês), no Porto, mantiveram-se estáveis ao longo do último ano, enquanto as restantes áreas registaram ligeiros aumentos.
Igor Borrego, responsável da Área de Capital Markets da CBRE Portugal, refere que “investidores nacionais estiveram significativamente mais ativos em 2025, sendo responsáveis por cerca de 33% do volume total de investimento – o valor mais elevado dos últimos anos. Existem várias operações que transitaram para 2026, perspetivando-se um início de ano muito positivo, nomeadamente nos segmentos de logística, retalho e hotelaria, onde antecipamos a conclusão de negócios já em janeiro”.
Publicado a: 08 de Janeiro de 2026
Por: O jornal Económico
