Rendas de arrendamento caem no Porto e Braga

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O arrendamento de casas em Portugal está a tornar-se mais acessível, com rendas a baixar em várias regiões e maior oferta de imóveis disponíveis para arrendar.

Queda nas rendas com mais imóveis disponíveis

O mercado de arrendamento em Portugal tem mostrado sinais de estabilização. Depois de vários meses de subida, as rendas das casas começaram a recuar, refletindo um cenário em que a procura continua elevada, mas a oferta de imóveis disponíveis para arrendar tem aumentado. Em fevereiro de 2026, o custo mediano do arrendamento situava-se nos 16,2 euros por metro quadrado, afastando-se do valor máximo registado em outubro do ano passado. Este movimento indica que arrendar casa deixou de ser tão oneroso como há alguns meses, beneficiando quem procura um imóvel para alugar.
 
A disponibilidade crescente de imóveis em cidades como o Porto e Braga tem contribuído para esta tendência. Nestes locais, as rendas registaram algumas das maiores descidas, oferecendo aos arrendatários mais opções com preços mais competitivos. Lisboa, por outro lado, mantém-se mais estável, com valores médios ainda elevados, o que reflete a contínua pressão sobre o mercado na capital.

Cidades e distritos com rendas mais baixas

O panorama das rendas varia significativamente entre regiões. O Porto e Braga destacam-se como cidades onde arrendar casa está a tornar-se mais acessível, enquanto Lisboa continua a liderar como a cidade mais cara. Em termos de preços medianos, Porto apresenta valores abaixo da capital, com cerca de 16,8 euros por metro quadrado, e Braga situa-se na casa dos 10 euros por metro quadrado, posicionando-se no segmento intermédio do mercado.
 
Outras cidades, como Viseu, Castelo Branco e Bragança, continuam a ser as mais económicas para arrendar casa, oferecendo oportunidades a preços mais baixos e tornando-se alternativas viáveis para quem procura rendas acessíveis. Esta diversidade de preços permite aos arrendatários escolher entre localizações centrais e regiões mais afastadas, ajustando-se ao orçamento e às necessidades de deslocação.

Rendas por região: tendência de estabilização e descida

A nível regional, algumas áreas de Portugal assistem a subidas moderadas nas rendas, enquanto outras registam descidas significativas. O Algarve e o Norte do país destacam-se com uma redução nos preços, tornando-se mais atraentes para quem pretende arrendar casa sem comprometer demasiado o orçamento. Já a Área Metropolitana de Lisboa mantém-se como a região mais cara do país, com valores medianos elevados, apesar de se ter registado uma ligeira estabilização.
 
O aumento da oferta de imóveis tem sido decisivo na criação de um equilíbrio entre procura e preços. Com mais casas disponíveis para arrendar, os arrendatários encontram maior variedade e condições mais competitivas, contribuindo para uma desaceleração no crescimento das rendas em zonas onde anteriormente a pressão sobre o mercado era mais intensa.

Oportunidades e perspetivas para arrendar casa

Com a tendência de queda das rendas a consolidar-se, arrendar casa em Portugal começa a tornar-se mais acessível, sobretudo em cidades do Norte e no interior do país. Quem procura imóveis para arrendar pode beneficiar de preços mais baixos e maior diversidade de opções, permitindo escolher habitação adequada ao orçamento e ao estilo de vida.
 
As previsões para os próximos meses sugerem que a estabilidade no mercado de arrendamento poderá continuar, especialmente se a oferta de imóveis se mantiver suficiente para atender à procura. Para os arrendatários, esta é uma oportunidade de encontrar imóveis com melhor relação qualidade-preço, enquanto os proprietários poderão adaptar as suas estratégias de arrendamento para manter ocupação e rendimento.

Publicado a: 06 de Março de 2026

Por: Redação

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